Pecados e Pecadores

Pecados e Pecadores

 

Pecar significa “errar o alvo”, estar desorientado.  Do latim, para uma leitura mais profunda da alma humana,   a intenção da mostra da AAPI   é restabelecer o norte, mostrar que existe uma bússola a ser  descoberta.

Se pensarmos nos sete pecados capitais, sem o ranço puritano, ou a mentalidade medieval, mas, de uma forma arrojada e contemporânea, vamos relembrar que já nascemos humanos,  somos todos simples mortais tentados distraidamente    ao ato de pecar.  O prazer não pode ser considerado pecado!  Somos seres de corpo e alma. Podemos sim aceitar o desejo porque ele é o motor da vida.   Restabelecer o norte é, apenas, cuidar dos excessos.

 

Gula não se pode confundir com apetite, é muito mais do que isso.   É voracidade exacerbada em todos os sentidos.

Ira não é o natural sentimento de raiva ou indignação.  É agressividade, intolerância.

Inveja não é admiração nem o desejo de ser como alguém.    Invejar é despertar os piores sentimentos.

Preguiça não se confunde com a vontade de não fazer nada, dormir  ou espreguiçar. É perder o fio da vida, desistir dos ideais.

Orgulho não é autoestima ou dignidade pessoal . É arrogância, presunção.

Avareza não é parcimônia ou sensatez, é ser pão-duro de emoções, é desconhecer a sua própria competência.

Luxúria não é sensualidade ou prazeres da carne. É se fixar num único foco.

 

Quando um desejo domina a personalidade e subjuga todos os outros, é sinal de que perdemos o norte. Daí a importância do autoconhecimento, de se enxergar como se é realmente. Portanto, associar “Pecados e Pecadores” ao “Autorretrato” significa uma conexão interessante e pode até trazer um pouco de felicidade a todos, apesar do pecado  do narcisismo que estamos todos cometendo hoje.

 

Por Iara Venier.

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